HPV: SINTOMAS, TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Tempo de leitura: 4 minutos 


HPV: uma DST (uma doença sexualmente transmissível)

O papilomavírus humano (HPV) é o nome de um grupo de vírus que inclui mais de 100 tipos diferentes. Mais de 30 deles são sexualmente transmissíveis.

De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, pelo menos 80% das pessoas sexualmente ativas terão HPV em algum momento de suas vidas.

Uma vez que o vírus infecta uma célula na área genital de homens e mulheres, ele se copia e continua infectando células saudáveis. Após ser contagiada, uma pessoa pode passar o vírus para outra pessoa.

O vírus pode causar câncer cervical (colo do útero) em mulheres e pode causar câncer peniano em homens.

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O vírus também pode causar câncer anal, câncer de garganta e verrugas genitais em homens e mulheres.

Sintomas do HPV

A maioria das pessoas que tem contato com o vírus não apresenta sintomas, logo não sabem que estão infectadas. O vírus pode ser transmitido para outras pessoas sem saber.

Algumas pessoas podem ter verrugas genitais. São lesões únicas ou múltiplas encontrados na área genital. Essas lesões também podem ser em forma de couve-flor.

Como ocorre o contágio

As infecções por HPV são disseminadas por:

  • sexo vaginal, oral ou anal
  • contato com as verrugas genitais de outra pessoa

Uma mulher grávida pode passar o vírus para o bebê durante o parto vaginal.

Como o HPV é diagnosticado

Uma vez por ano, as mulheres devem ir ao ginecologista e realizar seu exame preventivo, um teste chamado Papanicolau, como rotina.

O teste de Papanicolau é usado para encontrar alterações celulares no colo do útero.

É necessário encontrar precocemente a lesão do câncer do colo do útero. Se a lesão for diagnosticada no início é mais fácil de tratar e curar.

Se a pessoa não tem sinais ou sintomas de um problema no colo do útero, ou não tem histórico de resultados anormais de Papanicolau, o seu médico irá recomendar o retorno em um ano.

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Se a pessoa tiver sinais (verrugas) ou sintomas de um problema no colo do útero ou apresentar um risco maior de alterações cervicais, seu médico irá acompanhar o caso e tratar conforme os protocolos.

Homens com fatores de risco para o HPV devem procurar um médico.

Como tratar o HP

Não há tratamento para fazer o HPV desaparecer. Na maioria das vezes, o sistema imunológico combate o vírus para que ele desapareça sozinho.

Se o HPV causar verrugas genitais ou displasia (células anormais no colo do útero), ambas devem ser tratadas.

Converse com seu médico sobre o melhor tratamento.

Como prevenir a infecção pelo HPV

O ideal para a prevenção é fazer a vacina contra o HPV respeitando o seu calendário.

Ter um relacionamento de longo prazo com apenas um parceiro que não esteja infectado, seria a opção ideal para os sexualmente ativos.

A pessoa sexualmente ativa e que não estiver em um relacionamento de longo prazo, deve:

  • Limitar seus parceiros sexuais.
  • Descobrir se o parceiro já teve uma doença sexualmente transmissível (DST).
  • Usar preservativos de látex quando tiver qualquer tipo de contato sexual.
    • Atualmente, não se sabe se os preservativos previnem o HPV.
    • Homens e mulheres podem pegar o HPV de áreas genitais que não são cobertas por um preservativo de látex.
    • Também é possível obter o HPV de áreas genitais cobertas por um preservativo.
    • O uso de preservativos diminui a taxa de desenvolvimento de câncer do colo do útero e ajuda a proteger de outras doenças sexualmente transmissíveis.

Vacina contra o HPV

A vacinação pode prevenir a maioria dos cânceres causados pelo HPV, se for administrada antes da exposição ao vírus.

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Essa vacina é muito segura, ela é produzida com tecnologia de recombinante genético.

A vacina não possui vírus vivo e não pode causar infecção pelo HPV.

A vacina contra o HPV é recomendada para meninos e meninas aos 11 ou 12 anos de idade.

Pode ser administrada a partir dos 9 anos de idade.

Isso ajudará a proteger as pessoas antes que elas sejam expostos ao vírus.

Verifique sempre se o cartão de vacinação está atualizado.

Referências

Doctissimo Santé

Mayo Clinic

NHS England

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